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Governo anuncia hospital exclusivo para indígenas em Roraima

Da esq. para a dir.: Paulo Pimenta, ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Lucia Alberta, diretora de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai, Ethel Maciel, secretária de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, e Ricardo Weibe Tapeba, secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde.

O Ministério dos Povos Indígenas anunciou nesta 5ª feira (22.fev.2024) a criação de um hospital indígena em Boa Vista, Roraima. Segundo o secretário de Saúde Indígena, Ricardo Weibe Tapeba, as obras devem começar em 2024, mas ainda não tem data de início.

Segundo o secretário, a construção da unidade será viabilizada mediante parceria do Ministério da Saúde com a Ebeserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e a UFRR (Universidade Federal de Roraima). O projeto, que ainda não tem custos ou prazos definidos, será adaptado para as particularidades da população Yanomami.

“Temos um protocolo de entrada, de assistência, dos ambientes hospitalares, de pensar inclusive o perfil dos profissionais de saúde, de intérpretes, de um modelo de assistência que de fato seja diferenciado”, afirmou a jornalistas.

O anúncio do governo se dá enquanto a Terra Indígena Yanomami enfrenta altos índices de morte por malária e desnutrição.

No 1º ano da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que prometeu resolver o problema, o número de mortes foi de 363, uma alta de 5,8% em relação ao ano anterior, 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) era presidente. Os dados foram obtidos pelo Poder360 via LAI (Lei de Acesso à Informação).

Autoridades do governo afirmaram que os números de 2023 devem ser ainda maiores. A defasagem se deve à subnotificação –consequência da dificuldade de acesso dos profissionais de saúde à região.

“Temos a certeza que temos subnotificação, mas agora sabemos que temos diagnóstico do que estava acontecendo no território”, disse a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel. “Consideramos 2023 como nosso marco zero”, completou.

Além disso, especificidades antropológicas dos povos Yanomami, como os rituais de cremação de mortos, dificultam o registro das mortes.

Em relação a 2022, Maciel disse que havia 7 polos-base de saúde fechados, ou seja, sem profissionais de saúde para realizar os registros. Assim, a estimativa é que tenha havido mais do que os 343 casos descritos.

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, afirmou que as ações realizadas em 2023 tiveram caráter emergencial e devem ser tornadas permanentes a partir de 2024. Segundo ela, a presença do garimpo impedia que as equipes de saúde atendessem o território.

Diante do fracasso do ministério e retorno dos garimpeiros para a região, o governo decidiu que as Forças Armadas e a Polícia Federal devem ocupar a área de maneira definitiva.

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