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Indígenas sofrem segundo ataque a tiros em uma semana em SC e MPF pede policiamento

Polícia Federal esteve na comunidade para apurar o primeiro ataque (Foto: CIMI, Divulgação)

Pela segunda vez em uma semana indígenas denunciam ataque a tiros no território Xokleng, em Santa Catarina. Conforme informado ao Ministério Público Federal, no domingo (7), dois carros se aproximaram da área de acampamento e dispararam na direção dos moradores. Era por volta das 17h30min. O órgão emitiu ofício à Polícia Militar pedindo patrulhamento na região. A PM disse que fará o possível.

No documento, a procuradora Lucyana Marina Pepe Affonso alerta que os ataques têm o mesmo modus operandi. De acordo com o cacique Declésio Pripra, que estava no local para levar mantimentos aos indígenas, dois carros se aproximaram e dispararam três vezes. Ele conta que mulheres com crianças no colo e até idosos correram ao mato para se esconder. Ninguém se feriu.

Ainda no domingo à noite, a procuradora pediu o envio de equipes da PM à aldeia, localizada entre as cidades de Doutor Pedrinho, no Vale do Itajaí, e Itaiópolis, no Planalto Norte, para prestar apoio.

O subcomandante do 38º Batalhão da PM, major Marcio Rosa Lopes, disse que guarnições farão rondas na região, mas que não é possível manter uma equipe exclusivamente no local por causa do baixo efetivo. Ele citou ainda o fato de que a área onde os ataques estão ocorrendo não pertence ao batalhão da região Norte e, sim, do Vale do Itajaí, que será oficiado para cuidar da questão.

Segundo o cacique Pripra, a preocupação dos indígenas é de que novos ataques ocorram, alguém acabe ferido e a polícia demore a chegar. O pedido, de acordo com ele, é por segurança e justiça. O Ministério Público Federal pediu, também através de ofício, que o novo ataque seja incluído no mesmo procedimento da PF que apura o caso do fim de abril.

O primeiro ocorreu no fim de semana de Páscoa. Foram ao menos seis tiros, durante a noite, e um dos projéteis ficou fixado na parede de uma das casas de madeira. A Polícia Federal esteve na aldeia e começou a ouvir os moradores. A área é alvo de disputa e deu origem ao julgamento do Marco Temporal no Supremo Tribunal Federal (STF), com vitória dos indígenas.

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