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Filme indígena capixaba é o grande vencedor do 33º Festival de Cinema de Vitória

A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté, de Marcelo Guarani. Melina Furlan / Acervo Galpão IBCA

O cinema capixaba encerrou em destaque o 33º Festival de Cinema de Vitória. O documentário A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté, do diretor Marcelo Guarani (Wera Djekupe), conquistou o Troféu Vitória de Melhor Filme da Mostra Competitiva Nacional de Longas tanto pelo júri oficial quanto pelo voto popular. A produção do Espírito Santo também recebeu o prêmio de Melhor Contribuição Artística e saiu da premiação com reconhecimentos especiais.

Os vencedores foram anunciados na noite deste sábado (25), no encerramento do festival. Realizado desde o dia 18 de julho, o evento exibiu 87 produções selecionadas, 80 curtas e sete longas-metragens, distribuídas em 11 mostras competitivas. A programação reuniu em Vitória realizadores, atores e profissionais do audiovisual de diferentes regiões do país e apresentou produções brasileiras realizadas entre 2025 e 2026.

Os vencedores do 33º Festival de Cinema de Vitória. Melina Furlan

Capixaba vence principal prêmio entre os longas

Além da vitória de A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté, outro destaque da Mostra Competitiva Nacional de Longas foi As Florestas da Noite (SP), de Priscyla Bettim e Renato Coelho. A produção conquistou três categorias: Melhor Direção, para a dupla de cineastas; Melhor Roteiro, para Priscyla Bettim; e Melhor Interpretação, para Veronica Valenttino.

Já Carol Quintanilha recebeu o prêmio de Melhor Fotografia por A Fabulosa Máquina do Tempo (RJ), documentário dirigido por Eliza Capai. Entre o Sucesso e a Lama, de Cristiano Burlan, e Malaika, de André Morais, receberam menções honrosas.

O júri oficial da mostra de longas foi formado pelo diretor e roteirista Fabio Meira, pela curadora, programadora e gestora cultural Simone Yunes e pelo diretor, dramaturgo e preparador Vinicius Arneiro.

Produções do ES também se destacam entre os curtas

“O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou?”, de Julia Uliana e Natália Dornelas. Melina Furlan_Acervo Galpão IBCA

Na Mostra Competitiva Nacional de Curtas, Tião Personal Dancer (GO), de Aristótelis Tothi, conquistou o Troféu Vitória de Melhor Filme pelo júri oficial. Tothi também venceu como Melhor Diretor.

O Espírito Santo, porém, acumulou importantes premiações na categoria. O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou?, de Julia Uliana e Natália Dornelas, foi escolhido como Melhor Filme pelo júri popular e ainda recebeu o Prêmio Especial do Júri.

Outra produção capixaba premiada foi Irmã, de Anderson Bardot. Arthur Batista Leão conquistou o Troféu Vitória de Melhor Interpretação pelo filme, enquanto Andie Freitas venceu em Melhor Fotografia. A produção também recebeu o Prêmio Canal Brasil de Curtas, que inclui o Troféu Canal Brasil e R$ 15 mil.

O curta capixaba Espírito São – O Lugar de Toda Fé, de Matheus Costa e Breno Chamon, recebeu uma menção honrosa.

Mais prêmios para “A Caminhada Sagrada”

Tião Personal Dancer (GO), de Aristóteles Tothi. Melina Furlan_Acervo Galpão IBCA

Além dos Troféus Vitória, A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté recebeu o Prêmio Sesc Glória. A premiação garante o licenciamento da produção por dois anos para exibição nos cinemas do Sesc Espírito Santo.

O longa de Marcelo Guarani também conquistou o Prêmio Stone Milk de Pós-Produção na categoria Melhor Longa-Metragem pelo júri oficial.

A Stone Milk ainda premiou Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi, como Melhor Curta-Metragem; Monalisa, de Lucas Sá, como Melhor Videoclipe; e O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou?, de Julia Uliana e Natália Dornelas, com uma consultoria de projetos para pós-produção.

Veja os vencedores do 33º Festival de Cinema de Vitória

16ª Mostra Competitiva Nacional de Longas

  • Melhor Filme — júri oficial e popular: A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté, de Marcelo Guarani (ES)
  • Melhor Direção: Priscyla Bettim e Renato Coelho, por As Florestas da Noite (SP)
  • Melhor Roteiro: Priscyla Bettim, por As Florestas da Noite (SP)
  • Melhor Fotografia: Carol Quintanilha, por A Fabulosa Máquina do Tempo (RJ)
  • Melhor Contribuição Artística: A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté, de Marcelo Guarani (ES)
  • Melhor Interpretação: Veronica Valenttino, por As Florestas da Noite (SP)
  • Menções honrosas: Entre o Sucesso e a Lama, de Cristiano Burlan (SP), e Malaika, de André Morais (PB)

 

30ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas

  • Melhor Filme — júri oficial: Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi (GO)
  • Melhor Filme — júri popular: O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou?, de Julia Uliana e Natália Dornelas (ES)
  • Melhor Direção: Aristótelis Tothi, por Tião Personal Dancer
  • Melhor Roteiro: Kimberly Palermo, por A Tragédia da Lobo-Guará (RJ)
  • Melhor Fotografia: Andie Freitas, por Irmã (ES)
  • Melhor Contribuição Artística: Luiz Ulian e Jocimar Dias Jr., por Morfeu e Caronte (RJ)
  • Melhor Interpretação: Arthur Batista Leão, por Irmã (ES)
  • Prêmio Especial do Júri: O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou? (ES)
  • Menção honrosa: Espírito São – O Lugar de Toda Fé, de Matheus Costa e Breno Chamon (ES)

 

16ª Mostra Quatro Estações

  • Júri oficial: Marimbã Está Acontecendo, de Maryn Marynho (CE)
  • Júri popular: Noites Proibidas, de Júlio Cesar (ES)
  • Menção honrosa: Picumã, de Sladká Meduza (SP)

 

15ª Mostra Foco Capixaba

  • Júri oficial e popular: Liberdade de Morar, de Penha Souza (ES)

 

15ª Mostra Corsária

  • Júri oficial: Filme-Copacabana, de Sofia Leão (RJ)
  • Júri popular: Depois Levanta Voo ou Abisma-se, de Marcus Neves e Aline Dias (ES)
  • Menção honrosa: Vim e Irei Como Uma Profecia, de Fábio Rogério (SE)

 

13ª Mostra Outros Olhares

  • Júri oficial: Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS)
  • Júri popular: Pra Morrer Basta Estar Vivo, de Francisco Xavier (ES)
  • Menção honrosa: Kika Não Foi Convidada, de Juraci Júnior (RO)

 

11ª Mostra Mulheres no Cinema

  • Júri oficial: Núbia, de Barbara Bello (MG)
  • Júri popular: Lactação, de Fernanda Taddei (SP)

 

11ª Mostra Cinema e Negritude

  • Júri oficial: O Pai da Rainha de Angola, de Rodrigo França (SP)
  • Júri popular: Dentro do Meu Peito Mora um Cão, de Gabriel Afonso (MG)
  • Menção honrosa: Dentro do Meu Peito Mora um Cão, de Gabriel Afonso (MG)

 

10ª Mostra Nacional de Videoclipes

  • Júri oficial: Monalisa, de Lucas Sá, do artista Frimes (MA)
  • Júri popular: Filtro, de Rayan Casagrande e Vinicius Caus, do artista Inseton (ES)
  • Menção honrosa: Até, de Victorhugo Amorim, Taciano Faccini e Gabrielle Nalli, do artista Ronnie Silveira (ES)

 

9ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental

  • Júri oficial e popular: Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (BA)

 

8ª Mostra Do Outro Lado – Cinema Fantástico

  • Júri oficial: Ybi, de Eliza Telles e Begê Muniz (AM)
  • Júri popular: Cordão de Prata, de Getulio Ribeiro (RJ)

 

Prêmios especiais

  • Prêmio Canal Brasil de Curtas: Irmã, de Anderson Bardot (ES)
  • Prêmio Sesc Glória: A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté, de Marcelo Guarani (ES)
  • Stone Milk — Melhor Longa-Metragem: A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté, de Marcelo Guarani
  • Stone Milk — Melhor Curta-Metragem: Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi
  • Stone Milk — Melhor Videoclipe: Monalisa, de Lucas Sá
  • Stone Milk — Consultoria de Projetos para Pós-Produção: O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou?, de Julia Uliana e Natália Dornelas

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