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Com tablets e muita tradição, adolescentes indígenas mostram sua cultura na internet

Foto: UNICEF

Você já ouviu falar da revoada das tanajuras ou das lendas do Canaimé? Caso soem como mistério para você, é possível entender do que se trata no perfil @cailainterativo no Instagram. A conta existe graças ao protagonismo de adolescentes da comunidade Água Fria, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no Uiramutã, em Roraima – protagonismo viabilizado pelo acesso à conectividade promovido pelo projeto Territórios Conectados, iniciativa do UNICEF. A partir dessa experiência, os alunos da Escola Estadual Indígena São Sebastião do Cailã passaram a usar a internet para mostrar ao mundo a riqueza cultural e o cotidiano de quem vive em um dos pontos mais fascinantes do estado.

Há dois anos morando na comunidade, o professor Ranylson Leocádio sonhava em contar para o mundo tudo o que via ali. Foi nesse contexto que encontrou os adolescentes Edjane Barbosa, Elano Dias, Leuziane Clementino e Yara Filgueiras. Por meio do Territórios Conectados, o grupo tirou os planos do papel e transformou a imaginação em realidade. “Quando eu cheguei em Água Fria, me deparei com um lugar cheio de peculiaridades. Os modos de viver, contos, lendas, histórias”, conta o professor. A partir das formações de letramento digital e o uso das tecnologias para impulsionar a educação, oferecidas pelo projeto, os adolescentes passaram a criar conteúdos que retratam o dia a dia da comunidade, como a confecção da tinta de jenipapo, a produção da farinha de mandioca e o significado das pinturas corporais utilizadas em festividades. Com o tempo, porém, foram além: apropriaram-se de ferramentas baseadas em inteligência artificial para criar roteiros e recriar imagens de lendas contadas pelos mais velhos, transformando esses saberes em conteúdo para as redes sociais.

A partir das formações de letramento digital e o uso das tecnologias para impulsionar a educação, os adolescentes começaram a criar conteúdos mostrando o dia a dia da comunidade, como a confecção da tinta do jenipapo, a produção da farinha de mandioca e o significado das pinturas que fazem nos corpos para festividades. Entretanto, os adolescentes foram além, e logo se apropriaram de ferramentas que tem como base a inteligência artificial para criar roteiros e recriar imagens de lendas contadas pelos mais velhos e transformar isso em conteúdo para as redes sociais do projeto.

A busca por novos conteúdos levou os adolescentes a dialogar com os anciões da comunidade, pesquisadores locais e todos aqueles que pudessem ajudá-los a compartilhar com o mundo fragmentos da vasta cultura e história do território. Ao longo do projeto, também passaram a visitar espaços ainda conhecidos, como locais com desenhos gravados em pedras, cuja origem nem mesmo os mais velhos sabem explicar.

Foto: UNICEF

“Faz falta abrir as redes sociais e encontrar rostos e histórias que me representam. Queremos muito mostrar nossa identidade Macuxi e Ingarikó para o mundo”, destaca Yara Filgueiras, a adolescente influenciadora que dá rosto aos vídeos do Cailã Interativo. Segundo ela, os alunos estão perdendo a vergonha e, agora que o Cailã Interativo cresceu, ficam ainda mais felizes em participar.

Sobre a iniciativa Territórios Conectados

O UNICEF atua no Brasil para fortalecer o direito de cada menina e cada menino estar na escola, aprendendo. Esse pleno desenvolvimento exige o acesso à conectividade e a uma educação integral que considere e integre as novas tecnologias da informação e comunicação (TICs). Desde 2021, com o projeto #TerritóriosConectados, o UNICEF tem atuado em parceria com organizações da sociedade civil em diferentes regiões do Brasil para ampliar a conectividade de escolas públicas e, ao mesmo tempo, fortalecer a cultura digital e práticas de educação de qualidade baseadas no uso das TICs.

No Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Maranhão e em Roraima, a iniciativa conta com o apoio da empresa francesa VINCI Energies* por meio de uma parceria de longo prazo. Nesses estados, o projeto é desenvolvido em parceria com a organização Casa da Árvore. Em Roraima, tem apoio institucional da Secretaria de Educação e Desporto do Estado de Roraima (SEED), Centro Estadual de Formação dos Profissionais da Educação de Roraima (CEFORR), Organização dos Professores Indígenas de Roraima (OPIRR) e a Associação dos Povos Indígenas da Terra São Marcos (APITSM).

Para ações gerais de Educação, temos a parceria estratégica de TP, parceria da Fundação Itaú e o apoio de FTD Educação. Além disso, o UNICEF tem XBRI Pneus como parceira estratégica para toda sua atuação no Brasil.

*O UNICEF não endossa nenhuma empresa, marca, produto ou serviço. 

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