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Programas de Iniciação Científica e Tecnológica com cotas para indígenas estão com inscrições abertas

Foto: Mário Vilela/Acervo Funai

Estão abertas até o dia 27 de junho as inscrições para os programas de Iniciação Científica (PIC) e Tecnológica (PIT) com cotas para indígenas. A iniciativa é da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). São ofertadas, no total, 615 bolsas (369 via PIC e 246 pelo PIT) para estudantes de graduação que desejam participar de projetos que envolvem ensino, pesquisa e inovação nos hospitais universitários federais administrados pela Rede Ebserh.

Nos editais, estão previstas 287 bolsas destinadas para ações afirmativas — 164 do PIC e 123 do PIT. Além dos indígenas, podem concorrer às vagas pessoas com deficiência, negros ou pardos, quilombolas, candidatos com renda familiar bruta inferior a um salário mínimo ou que tenham cursado integralmente o ensino médio em escola pública.

Nos dois programas, as bolsas dos graduandos selecionados terão a vigência de 12 meses. Os estudantes receberão o valor mensal de R$ 700, por meio do CNPq. O resultado final de ambos está previsto para 29 de julho.

Objetivos

Dentre os objetivos do PIT e do PIC, estão a promoção do contato de estudantes de graduação com técnicas e métodos científicos/tecnológicos aplicados à área da saúde, além do estímulo ao desenvolvimento pessoal, profissional e o pensamento crítico do aluno, que será orientado por um pesquisador experiente e atuante em sua área do conhecimento.

Ambos os programas enfatizam a contribuição para a formação científica e tecnológica de recursos humanos entre os beneficiários de políticas de ações afirmativas; a ampliação do acesso e a integração desses estudantes à cultura científica e tecnológica, além do fortalecimento das políticas afirmativas nas instituições públicas.

Inclusão e diversidade em números

Promulgada em 2012, a lei nº 12.711 é conhecida como a lei das cotas, e dispõe sobre o ingresso de estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. O documento determina que 50% das vagas deverão ser reservadas aos alunos membros de famílias cuja renda per capita seja igual ou inferior a um salário mínimo.

O sistema de cotas, após quase 12 anos, permitiu que o número de ingressos no ensino superior da Rede Federal saltasse de 40 mil estudantes em 2012 para 108 mil em 2022. Dados do Governo Federal indicam que, por exemplo, sem as subcotas étnico-raciais, o número de graduandos pretos, pardos ou indígenas seria, em 2019, de 19 mil, e, graças a essa modalidade, 55 mil estudantes passaram a cursar o ensino superior.

Neste mesmo ano, 45 mil estudantes de baixa renda iniciaram graduações na Rede Federal. Sem as cotas, a quantidade seria reduzida para pouco mais de um terço, 19 mil. Quando se considera pessoas com deficiência, o sistema tornou possível que 6,8 mil PCDs ingressassem nas instituições de ensino federais. Do contrário, seriam apenas 66 pessoas, ou seja, 1% do total.

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