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CAPES incentiva diversidade na ciência com programa para estudantes indígenas

Imagem: Lançamento de programa reuniu a CAPES, o Ministério da Educação e pessoas indígenas ligadas à Educação (Gabriela Eleotério - CAPES)

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC) avança na promoção da inclusão na pós-graduação com o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Indígena (PDAI). A iniciativa busca expandir a presença de estudantes indígenas em cursos de mestrado e de doutorado em todo o país.

O objetivo central é reduzir barreiras históricas, especialmente nas seleções. O programa permitirá que os candidatos participem das etapas do processo seletivo em locais próximos aos seus territórios. Segundo a presidente da CAPES/MEC, Denise Pires de Carvalho, a mudança é estrutural.

“A pós-graduação precisa se transformar para que tenha a cara do Brasil. A inclusão dos estudantes indígenas é fundamental para tornar esse ambiente mais diversificado, mais justo e mais rico em produção de conhecimento”, afirmou.

O PDAI foi desenvolvido com a participação da União Plurinacional dos Estudantes Indígenas (UPEI), que contribuiu com propostas para alinhar o processo à realidade das comunidades, focando tanto no ingresso quanto nas condições de permanência.

Imagem: Seribí Tukano ao lado da presidente da CAPES/MEC, Denise Pires de Carvalho (Gabriela Eleotério – CAPES)

Para o diretor da UPEI, Seribí Tukano, o programa marca uma mudança de paradigma. “O PDAI é resultado de uma construção coletiva e mostra que os povos indígenas deixam de ser apenas objeto de pesquisa para ocupar também o lugar de pesquisadores e produtores de conhecimento”, disse.

Inclusão e diversidade na ciência

A ampliação do acesso à pós-graduação está diretamente relacionada ao fortalecimento da ciência brasileira. Atualmente, o Brasil está entre os 15 países que mais produzem conhecimento no mundo, mas ainda enfrenta desafios para incorporar diferentes perspectivas e saberes na produção científica.

Segundo a presidente da CAPES/MEC, a entrada de estudantes indígenas nos programas de pós-graduação tende a enriquecer o ambiente acadêmico, ao promover o diálogo entre diferentes formas de conhecimento.

Além do acesso, são desenvolvidas políticas de permanência. Programas de bolsas voltados a indígenas e quilombolas vêm sendo ampliados, com valores diferenciados para atender às especificidades desse público. Atualmente, cerca de 20 mil estudantes já recebem o benefício; o foco agora é expandir esse suporte para reduzir a evasão e garantir a conclusão dos cursos.

A expectativa é de que, com a implementação do programa, haja um aumento gradual no número de estudantes indígenas interessados em ingressar na pós-graduação, contribuindo para a formação de pesquisadores e para a produção de conhecimento mais diversa e conectada à realidade do país.

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